CENA HÍBRIDA SEG10JAN

CENA HÍBRIDA COM LETÍCIA KLEEMANN E VINÍCIUS PETRYA temporada teatral de 2022 iniciou no dia 7 de janeiro em Porto Alegre, com novas apresentações do espetáculo TOC - Uma comédia obsessiva compulsiva. A peça, que voltou aos palcos em novembro de 2021, ficando em cartaz durante três dias no Theatro São Pedro, agora seguirá até 13 de fevereiro no Teatro CIEE (Dom Pedro II, 861), com sessões nas sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.
Para falar sobre este gênero fundamental para lidar com temas que poderiam ser dramáticos de forma leve, recebemos nesta segunda-feira (10) xs atores Letícia Kleemann Vinícius Petry, que além de terem muita propriedade quando o assunto é comédia, são duas das estrelas do espetáculo TOC, que está sendo um baita sucesso. A retomada definitiva ao modelo presencial é celebrada pela equipe do espetáculo, que em 2020 precisou cancelar mais de 50 apresentações agendadas na Capital e em cidades do Interior do Estado, por conta da pandemia de Covid-19. Sobre a longa temporada agendada (algo que deixou de ser comum no teatro de Porto Alegre), xs atores destacam que este era um desejo antes mesmo da pandemia. Agora, retomando os trabalhos, passou a ser fundamental para dar conta da demanda reprimida da plateia. Claro que com o avanço da variante Ômicron da Covid-19 terão que haver adaptações. Por exemplo: o público volta a ser reduzido. Mas como o Teatro do Ciee é grande, isso não será um problema!Aliás, segundo nossxs entrevistadxs, o primeiro final de semana de apresentações já contou com centenas de espectadores (mais de 100 por noite). Além de falar dos processos da peça, a atriz Letícia Kleemann (que desde 2016 arrebatou dois Prêmios Açorianos como melhor atriz) contou um pouco como construiu sua personagem, que sofre com extremo cuidado com limpeza, germes, e gotículas que saem da boca de outras pessoas. Em cena, ela passa álcool em gel nas mãos constantemente e borrifa álcool em objetos e no ambiente (alguém se identifica? eu cheguei perto: desde que começou a pandemia, só faltou colocar álcool nos móveis).A peça, escrita por Artur José Pinto, ainda conta histórias de outros dois personagens (vividos por Daniel Lion e Juliana Barros) com diferentes tipos de TOC (Transtornos Obsessivos Compulsivos) e paranoias, que se encontram para uma sessão de terapia. Enquanto esperam a chegada do psiquiatra, que promete resolver todos os seus problemas, compartilham suas vidas e desenvolvem uma estranha e hilária relação entre eles e mais um personagem (vivido por Petry): um entregador de pizza, que fica preso ali com eles.E assim, como toda boa comédia, eles vão cativando o público, que também vai se identificar com muita coisa, isso é fato. Aliás, todas as sextas-feiras, após o fim do espetáculo, um profissional da área da saúde mental (em geral, psiquiatra) permanece no teatro, para um bate-papo com o público. "Isso já acontecia, mas agora vai de encontro ao nosso engajamento na campanha nacional Janeiro Branco, que chama atenção para a questão da saúde mental, que é fundamental para a qualidade de vida", destaca Petry.
Muito além de falar do espetáculo, nossxs entrevistadxs compartilharam conhecimentos e também sentimentos sobre atuar em busca do riso alheio, sendo feliz com o que se faz. Recomendamos fortemente a escuta! Aproveita que chegou até aqui e aperta o play! 

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